Total de visualizações de página

domingo, 15 de setembro de 2013

O QUE E FÉ VICÁRIA


FÉ VICÁRIA

O QUE E FE VICÁRIA  
[Do hb. Heemim; do Gr. Pisteuo; do lat. Findem, do lat. Vicariu, substituto]. Doutrina segunda a qual a Fe pode ser exercida em beneficio de outrem.  Ao intercederemos por alguém, nossa Fe passa a agir como instrumento Vicário. Colocamo-nos, assim, como sacerdotes. Aliai, somos instados a orar e a interceder por todos os homens.
I Timóteo 2:1
“ADMOESTO-TE, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens”;   
Todavia, nossa atividade Vicária só terá resultado, se aquele, por quem intercedemos curvar-se a vontade divina. Haja vista o que aconteceu no tempo de Jeremias. Por mais que o profeta clamasse diante do Senhor pelo os judeus, sua Fe viu-se impossibilitada de cumprir o seu caráter Vicário, porque a nação  de Judá, devido as suas apostasias, já havia rejeitado, conscientemente, todos os imerecidos favores de Deus.  
Jeremias 7:16
“Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor ou oração, nem me supliques, porque eu não te ouvirei”.

Pr. Delvai Rodrigues

domingo, 8 de setembro de 2013

DOUTRINA DA CURA DIVINA

DOUTRINA DA CURA DIVINA

DOUTRINA DA CURA DIVINA

Mt 8.16,17 “E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou a todos os que estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.”
A PROVISÃO REDENTORA DE DEUS.
1 - O problema das enfermidades e das doenças está fortemente vinculado ao problema do pecado e da morte, i.e., às conseqüências da queda. Enquanto a ciência médica considera as causas das enfermidades e das doenças em termos psicológicos ou psicossomáticos, a Bíblia apresenta as causas espirituais como sendo o problema subjacente ou fundamental desses males. Essas causas são de dois tipos: 
(a) O pecado, que afetou a constituição física e espiritual do homem ( Jo 5.5,14),
(b) Satanás ( At 10.38;  Mc 9.17, 20.25; Lc 13.11; At 19.11,12).

2 - A provisão de Deus através da redenção é tão abrangente quanto às conseqüências da queda. Para o pecado, Deus provê o perdão; para a morte, Deus provê a vida eterna, e a vida ressurreta; e para a enfermidade, Deus provê a cura ( Sl 103.1-5; Lc 4.18; 5.17-26; Tg 5.14,15). Daí, durante a sua vida terrestre, Jesus ter tido um tríplice ministério: ensinar a Palavra de Deus, pregar o arrependimento (o problema do pecado) e as bênçãos do reino de Deus (a vida) e curar todo tipo de moléstia, doença e enfermidade entre o povo.
A REVELACÃO DA VONTADE DE DEUS SOBRE A CURA.
A vontade de Deus no tocante à cura divina é revelada de quatro maneiras principais nas Escrituras.

1 -  A DECLARAÇÃO DO PRÓPRIO DEUS.
Em Êx 15.26 Deus prometeu saúde e cura ao seu povo, se este permanecesse fiel ao seu concerto e aos seus mandamentos (ver Êx 15.26, nota). Sua declaração abrange dois aspectos: 
A - “Nenhuma das enfermidade porei sobre ti [como julgamento], que pus sobre o Egito”;e
B - “Eu sou o SENHOR, que te sara [como Redentor]”. Deus continuou sendo o Médico dos médicos do seu povo, no decurso do AT, sempre que os seus sinceramente se dedicavam a buscar a sua face e obedecer à sua Palavra ( 2Rs 20.5; Sl 103.3).

2- O MINISTÉRIO DE JESUS.
Jesus, como o Filho encarnado de Deus, era a exata manifestação da natureza e do caráter de Deus (Hb 1.3; cf. Cl 1.15; 2.9). Jesus, no seu ministério terreno (4.23,24; 8.14-16; 9.35; 15.28; Mc 1.32-34,40,41; Lc 4.40; At 10.38), revelava a vontade de Deus na prática (Jo 6.38; 14.10), e demonstrou que está no coração, na natureza e no propósito de Deus curar todos os que estão enfermos e oprimidos pelo diabo.

3 -  A PROVISÃO DA EXPIAÇÃO DE CRISTO.
Lei-a Is 53.4,5; Mt 8.16,17; 1Pe 2.24). A morte expiatória de Cristo foi um ato perfeito e suficiente para a redenção do ser humano total — espírito, alma e corpo. Assim como o pecado e a enfermidade são os gigantes gêmeos, destinados por Satanás para destruir o ser humano, assim também o perdão e a cura divina vêm juntos como bênçãos irmanadas, destinadas por Deus para nos redimir e nos dar saúde (Sl 103.3; Tg 5.14-16). O crente deve prosseguir com humildade e fé e apropriar-se da plena provisão da expiação de Cristo, inclusive a cura do corpo.


4 -  O MINISTÉRIO CONTÍNUO DA IGREJA.
Jesus comissionou seus doze discípulos para curar os enfermos, como parte da sua proclamação do reino de Deus (Lc 9.1,2,6). Posteriormente, Ele comissionou setenta discípulos para fazerem a mesma coisa (Lc 10.1, 8,9, 19). Depois do dia de Pentecoste o ministério de cura divina que Jesus iniciara teve prosseguimento através da igreja primitiva como parte da sua pregação do evangelho (At 3.1-10; 4.30; 5.16; 8.7; 9.34; 14.8-10; 19.11,12; Mc 16.18; 1Co 12.9,28,30; Tg 5.14-16).
O NT registra três maneiras como o poder de Deus e a fé se manifesta através da igreja para curar: 
(a) a imposição de mãos (Mc 16.15-18; At 9.17); 
(b) a confissão de pecados conhecidos, seguida da unção do enfermo com óleo pelos presbíteros (Tg 5.14-16); e
(c) os dons espirituais de curar concedidos à igreja (1Co 12.9). Note que são os presbíteros da igreja que devem cuidar desta “oração da fé”.
IMPEDIMENTOS À CURA.
Às vezes há, na própria pessoa, impedimentos à cura divina, como: 
(1) pecado não confessado (Tg 5.16); 
(2) opressão ou domínio demoníaco (Lc 13.11-13); 
(3) medo ou ansiedade aguda (Pv 3.5-8; Fp 4.6,7); 
(4) insucessos no passado que debilitam a fé hoje (Mc 5.26; Jo 5.5-7); 
(5) o povo (Mc 10.48); 
(6) ensino antibíblico (Mc 3.1-5; 7.13); 
(7) negligência dos presbíteros no que concerne à oração da fé (Mc 11.22-24; Tg 5.14-16); 
(8) descuido da igreja em buscar e receber os dons de operação de milagres e de curas, segundo a provisão divina (At 4.29,30; 6.8; 8.5,6; 1Co 12.9,10,29-31; Hb 2.3,4);
(9) incredulidade (Mc 6.3-6; 9.19, 23,24);
(10) irreverência com as coisas santas do Senhor (1Co 11.29,30). Casos há em que não está esclarecida a razão da persistência da doença física em crentes dedicados ( Gl 4.13,14; 1Tm 5.23; 2Tm 4.20). Noutros casos, Deus resolve levar seus amados santos ao céu, durante uma enfermidade ( 2Rs 13.14,20).
O QUE DEVEMOS FAZER PRA  BUSCA DA CURA DIVINA.
O que deve fazer o crente quando ora pela cura divina para si?
(1) Ter a certeza de que está em plena comunhão com Deus e com o próximo (6.33; 1Co 11.27-30; Tg 5.16; ver Jo 15.7 nota).
(2) Buscar a presença de Jesus na sua vida, pois é Ele quem comunica ao coração do crente a necessária fé para a cura (Rm 12.3; 1Co 12.9; Fp 2.13; ver Mt 17.20, nota sobre a fé verdadeira).
(3) Encher sua mente e coração da Palavra de Deus (Jo 15.7; Rm 10.17).
(4) Se a cura não ocorre, continuar e permanecer nEle (Jo 15.1-7), examinando ao mesmo tempo sua vida, para ver que mudanças Deus quer efetuar na sua pessoa.
(5) Pedir as orações dos presbíteros da igreja, bem como dos familiares e amigos (Tg 5.14-16).
(6) Assistir os cultos em que há alguém com um autêntico e aprovado ministério de cura divina (cf. At 5.15,16; 8.5-7).
(7) Ficar na expectativa de um milagre, isto é confiar no poder de Cristo (7.8; 19.26).
(8) Regozijar-se caso a cura ocorra na hora, e ao mesmo tempo manter-se alegre, se ela não ocorrer de imediato (Fp 4.4,11-13).
(9) Saber que a demora de Deus em atender as orações não é uma recusa dEle às nossas petições. Às vezes, Deus tem em mente um propósito maior, que ao cumprir-se, resulta em sua maior glória ( Jo 9.13; 11.4, 14,15, 45; 2Co 12.7-10) e em bem para nós (Rm 8.28).
(10) Reconhecer que, tratando-se de um crente dedicado, Deus nunca o abandonará, nem o esquecerá. Ele nos ama tanto que nos tem gravado na palma das suas mãos (Is 49.15,16).

Nota: A Bíblia reconhece o uso apropriado dos recursos médicos (Mt 9.12; Lc 10.34; Cl 4.14).



Pr. Delvai Rodrigues

DOUTRINA ARREBATAMENTO DA IGREJA

DOUTRINA ARREBATAMENTO DA IGREJA


DOUTRINAS DA BÍBLIA

DOUTRINA DA VINDA DO SENHOR E O ARREBATAMENTO DA IGREJA

Esta é a promessa que mais tem alimentado a igreja desde os primórdios do cristianismo e, passados já quase dois mil anos, em pleno fim do século 20, ela ainda permanece nos corações dos filhos de Deus com tanta intensidade, que às vezes parecem ver, pelos olhos da fé, a igreja sendo arrebatada a encontrar o Senhor nos ares. Aleluia! O Senhor veio a primeira vez prepara um povo para o seu nome: Tito 2:11-14: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens. Ensinando-nos que, renunciando a impiedade e as concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria e justa e piamente. Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo. O qual se deu a sim mesmo por nós para nos remir de toda a iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso e de boas obras.”Virá a Segunda vez, para levar esse povo consigo: João 14:2-3: “Na casa de meu Pai há muitas moras; se não fosse assim, eu vô-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vos também.”Em várias passagens dos evangelhos, encontramos o Senhor Jesus fazendo menção de sua segunda vinda. Algumas vezes por parábolas e outras vezes diretamente. Podemos entender com isso que o Senhor Jesus queria deixar bem nítido na memória de todos os crentes a importância deste glorioso evento. Veja as seguintes passagens: Lucas 17:24, 30, 34, 35; João 14:28a; Mateus 24:42, 44. Veja ainda as parábolas dos dois servos (Mateus 24:45-51), a parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13), a parábola dos talentos (Mateus 24:14-19). Muitos crentes perguntam: Jesus virá antes da grande tribulação? Tomando como base várias passagens tanto do velho como do novo testamento, podemos afirmar que o arrebatamento da igreja se dará antes da grande tribulação. A igreja está esperando Jesus Cristo e não o Anti-Cristo. Está esperando o gozo do arrebatamento e a grande alegria de ver a face de seu amado salvador, não os sofrimentos da grande tribulação.Atentemos para as figuras do velho testamento: Gênesis 5:24: Enoque foi trasladado por Deus antes do dilúvio. Veja ainda referência sobre Enoque em Hebreus 11:5. II Reis 2:11: O arrebatamento de Elias. Gênesis 19:22: A retirada de Ló de Sodoma. Atenta para a expressão do anjo a Ló. “Eu nada poderei fazer, enquanto não tiveres chegado ali.” Isaías 26:20: “Vai pois, povo meu, entra nos teus quartos e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento até que passe a ira.” Consideremos agora algumas passagens do novo testamento:
I Tessalonicenses 1:10: “E esperar do céu a seu filho a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus que nos livra da ira futura.” Apocalipse 3:10: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra.” Notemos bem a expressão usada nesse texto, o Senhor promete a igreja de Filadélfia, guardá-la não na hora da tentação e sim da hora da tentação. II Pedro 2:9: “Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, reservar os injustos para o dia de juízo, para serem castigados.” A ira de Deus manifestada na grande tribulação, está destinada aos ímpios, e aos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. E não aos filhos de Deus, que foram comprados pelo sangue de Jesus. (II Pedro 3:7; I Tessalonicenses 5:9; II Tessalonicenses 1:7-8). Outra dúvida de muitos crentes: Haverá salvação após o arrebatamento da igreja ou os que ficarem estarão irremediavelmente perdidos? Como já temos visto, após o arrebatamento da igreja, o mundo entrará no período da grande tribulação, com a manifestação do Anti-Cristo. Também chamado homem do pecado e filho da perdição. (II Tessalonicenses 2:3-4) Neste período se desencadeará violenta perseguição religiosa em todo o mundo, promovida pelo Anti-Cristo. Especialmente contra os judeus. Pois o ditador mundial se levantará contra tudo o que se chama Deus ou se adora. II Tessalonicenses 2:4: “O qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora, de sorte que se assentará como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.” Todos que resistirem a essa perseguição não prestando-lhe culto, sofrerão horrivelmente e pagarão com a vida. (Apocalipse 13:15) Mas também neste período o evangelho será pregado em larga escala: Apocalipse 14:6-7: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, tinha o evangelho eterno para o proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda a nação e tribo e língua e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória; porque vinda é a hora do seu juízo. E adora aquele que fez o céu e a terra e o mar e as fontes da águas.” Deus ainda enviará duas testemunhas para advertirem o povo que somente Deus deve ser adorado. Leia Apocalipse 11:1-2: O evangelho eterno pregado pelo anjo e a pregação das duas testemunhas é o mesmo evangelho que pregamos hoje, não existe outro evangelho. O apóstolo São Paulo disse que se alguém pregar outro evangelho mesmo que seja um anjo do céu, seja anátema, ou seja maldito. (Gálatas 1:8) Então os moradores da terra, nesta ocasião, terão oportunidade de aceitar o evangelho, resistindo toda a perseguição promovida pelo Anti-Cristo e prestando somente a Deus toda adoração, ainda que esta resistência lhe custe a vida. Mas quando voltar o Senhor Jesus com sua Igreja glorificada – Judas 14 – Então eles ressuscitarão e reinarão com Cristo mil anos. Apocalipse 20:4-6: “E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas dos que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus e que não adoraram a besta nem a sua imagem e não receberam o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas quanto aos outros, não reviveram até que os mil anos se acaba. Esta é a primeira ressurreição. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos.” Então haverá oportunidade de salvação mesmo após o arrebatamento da igreja. Espero que isto não sirva de pretexto para alguns crentes se descuidarem da vigilância e da necessidade de estarem preparados para a vinda do Senhor. Pois os que forem arrebatados, escaparão à perseguição do Anti-Cristo e entrarão para as bodas do Cordeiro. Deus nos ajude amado leitor a estarmos vigiando noite e dia esperando nosso amado Salvador. Quando, no monte da Oliveiras, o Senhor, levantando as mãos, foi elevado ao céu e mais de quinhentos irmãos ficaram com os olhos fitos no céu onde o Senhor foi recebido, dois anjos vieram confortá-los lembrando-lhes a promessa da sua vinda: Atos 1:9-11: “E quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas e uma nuvem o recebeu ocultando-o a seus olhos. E estando com os olhos fitos no céu enquanto ele subia, eis que junto dele puseram-se dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: Varões galileus, porque estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir, assim como para o céu o viste ir.” Na segunda vinda do Senhor, quando ele vier para arrebatar a Igreja, o mundo não vai perceber mas somente a Igreja, porque ela será arrebatada para encontrar o Senhor nos ares. Mateus 24:27: “Porque assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem.” I Coríntios 15:51-52: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados. Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta, porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados.” I Tessalonicenses 4:17: “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com ele nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares e assim estaremos sempre com o Senhor.” A palavra arrebatar, segundo o dicionário da língua portuguesa, significa tirar com violência, arrancar. Assim se dará com a Igreja. Ela será arrancada deste mundo violentamente, repentinamente: Lucas 17:34-36: “Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, outro será deixado. Duas estarão juntas, moendo, uma será tomada, outra será deixada. Dois estarão no campo; um será tomado, outro será deixado.” Não haverá tempo para reconciliação, conserto, ou qualquer outra media que queiramos tomar. Por isso, a advertência do Senhor é: Vigiai: Mateus 24:42: “Vigiai, pois não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor.”É glorioso lembrarmos que, naquele dias, enquanto os crentes estiverem ocupados nas mais diversas atividades, alguns nas oficinas, indústrias, escritórios, em trânsito, misteriosamente desaparecerão das vistas dos seus companheiros sem deixar nenhum vestígio. Isso deverá causar grande confusão em todo o mundo. O rádio, a televisão, certamente interromperão suas programações normais, para informar sobre um importante acontecimento de última hora. Grande parte de gente desapareceu da terra, em todas as partes do mundo. Os jornais deverão anunciar em suas manchetes com letras garrafais e ninguém conseguirá realmente entender o que estará acontecendo. A Igreja porém, estará com o Senhor, para nunca mais se separar dele. Estaremos para sempre com o Senhor. Glória a Deus. Os crentes mortos ressuscitarão incorruptíveis. (I Coríntios 15:52) Isto quer dizer que os nossos irmãos que morreram vitimados pelas mais diversas enfermidades, trucidados, queimados, enfim não importa de que maneira morreram, ressuscitarão em um corpo perfeito. Não mais doentes, nem aleijados, mas perfeitos e incorruptíveis como é o nosso Senhor: I João 3:2: “Amados agora somos filhos de Deus e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos.”
Sobre a ressurreição do salvos para o arrebatamento, veja ainda
I Coríntios 15:42-44; João 6:39, 40; I Tessalonicenses 4:13-16. O Senhor levará sua Igreja, permanecerá com ela no céu por um período de sete anos. A última semana de Daniel. (Daniel 9:24-27) Não vamos aqui falar sobre as setenta semanas de Daniel, para não deixarmos o nosso assunto, pois as setenta semanas de Daniel envolvem a história de Israel desde a saída do cativeiro babilônico, no ano 442 AC, até a terceira vinda do Senhor, para implantar o milênio. Após este período de sete anos, o Senhor voltará com sua Igreja glorificada e aniquilará o Anti-Cristo II Tessalonicenses 2:8: “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor de sua vinda.” É nesta época que o Senhor em glória e todo olho o verá: Apocalipse 1:7: “Eis que vem com as nuvens e todo olho o verá, até os mesmo que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.” Quando os judeus se sentirem oprimidos pelo Anti-Cristo e clamarem por socorro divino, então virá o Senhor Jesus Cristo, a quem os judeus reconheceram como o seu Messias. Ele virá e os salvará. Assim como José se deu a conhecer a seus irmãos, que o haviam vendido como escravo aos ismaelistas – Gênesis 45:1-5 – Jesus se dará a conhecer aos judeus que o crucificaram: Zacarias 13:6: “E se alguém lhe disser: Que feridas são estas nas tuas mãos? Dirá ele: São feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos.” Sobre a vinda de Jesus, acompanhado de sua igreja glorificada, veja: Zacarias 14:5: “Então virá o Senhor meu Deus e todos os santos contigo ó Senhor.” Judas 14: “Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos.” Sobre a terceira vinda de Jesus, visível a todos os olhos, veja ainda as seguintes referências: Mateus 24:30; Apocalipse 1:7; Mateus 26:64; Daniel 7:13; Zacarias 12:10; João 19:37. Em sua primeira vinda, ele veio humilde como ovelha perante os seus tosquiadores. E desceu às partes mais baixas da terra, humilhando-se até a morte, e morte de cruz. (Filipenses 2:7-8) Em sua segunda vinda, para buscar sua igreja, ele não virá na terra, mas somente até as nuvens e sua igreja subirá para encontrá-lo. (I Tessalonicenses 4:17) E sua terceira vinda, acompanhado de sua Igreja glorificada para implantar o milênio, em que parte da terra ele virá? Ele colocará seus pés, no mesmo lugar onde ele subiu. (Zacarias 14:4) E naquele dia estarão seus pés sobre o monte das Oliveiras que está defronte de Jerusalém para o Oriente. Todos os que durante a grande tribulação, não adorarem a besta nem a sua imagem, tanto judeus como gentios, mas forem fiéis a Deus, pagarão por isso com a própria vida. Mas quando Jesus vier implantar o milênio, eles ressuscitarão para reinarem com Cristo. Encontramos então na Bíblia, três épocas em que haverá ressurreição: A primeira se dará no arrebatamento da Igreja como já temos visto. A segunda fase da ressurreição, a qual a bíblia chama ainda de a primeira ressurreição, se dará no início do milênio. (Apocalipse 20:4-6) Entendemos então que a primeira ressurreição se dará em duas fases. A primeira fase, no arrebatamento da Igreja, a segunda na terceira vinda de Jesus, quando vier para reinar. A segunda ressurreição, a de todos os ímpios, acontecerá no fim do milênio. Apocalipse 20:5: “Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram.” No fim do milênio, todos os ímpios ressuscitarão e serão julgados por Jesus, diante do grande trono branco. (Apocalipse 20:11-15) Oxalá que todos os filhos de Deus, tenham seus corações abrasados e ardendo em desejo pela vinda do Senhor e possam constantemente fazerem a última oração da bíblia. Ora! Vem Senhor Jesus. (Apocalipse 22:20)




 Pr. Delvai Rodrigues

DOUTRINA DO ESPIRITO SANTO

DOUTRINA DO ESPIRITO SANTO

DOUTRINA DO ESPIRITO SANTO

At 5.3,4 “Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.”

É essencial que os crentes reconheçam a importância do Espírito Santo no plano divino da redenção. Sem a presença do Espírito Santo neste mundo, não haveria a criação, o universo, nem a raça humana (Gn 1.2; Jó 26.13; 33.4; Sl 104.30). Sem o Espírito Santo, não teríamos a Bíblia (2Pe 1.21), nem o NT (Jo 14.26, 1Co 2.10) e nenhum poder para proclamar o evangelho. Sem o Espírito Santo, não haveria fé, nem novo nascimento, nem santidade e nenhum cristão neste mundo. Este estudo examina alguns dos ensinamentos básicos a respeito do Espírito Santo.

A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO

Através da Bíblia, o Espírito Santo é revelado como Pessoa, com sua própria individualidade (2Co 3.17,18; Hb 9.14; 1Pe 1.2). Ele é uma Pessoa divina como o Pai e o Filho (5.3,4). O Espírito Santo não é mera influência ou poder. Ele tem atributos pessoais, a saber: Ele pensa (Rm 8.27), sente (Rm 15.30), determina (1Co 12.11) e tem a faculdade de amar e de deleitar-se na comunhão. Foi enviado pelo Pai para levar os crentes à íntima presença e comunhão com Jesus (Jo 14.16-18,26). À luz destas verdades, devemos tratá-lo como pessoa, que é, e considerá-lo Deus vivo e infinito em nosso coração, digno da nossa adoração, amor e dedicação (ver Mc 1.11, nota sobre a Trindade).

A OBRA DO ESPÍRITO SANTO

 A REVELAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO NT.
(a) O Espírito Santo é o agente da salvação. Nisto Ele convence-nos do pecado (Jo 16.7,8), revela-nos a verdade a respeito de Jesus (Jo 14.16,26), realiza o novo nascimento (Jo 3.3-6), e faz-nos membros do corpo de Cristo (1Co 12.13). Na conversão, nós, crendo em Cristo, recebemos o Espírito Santo (Jo 3.3-6; 20.22) e nos tornamos co-participantes da natureza divina (2Pe 1.4).
(b) O Espírito Santo é o agente da nossa santificação. Na conversão, o Espírito passa a habitar no crente, que começa a viver sob sua influência santificadora (Rm 8.9; 1Co 6.19). Note algumas das coisas que o Espírito Santo faz, ao habitar em nós. Ele nos santifica i.e., purifica, dirige e leva-nos a uma vida santa, libertando-nos da escravidão ao pecado (Rm 8.2-4; Gl 5.16,17; 2Ts 2.13). Ele testifica que somos filhos de Deus (Rm 8.16), ajuda-nos na adoração a Deus (At 10.45,46; Rm 8.26,27) e na nossa vida de oração, e intercede por nós quando clamamos a Deus (Rm 8.26,27). Ele produz em nós as qualidades do caráter de Cristo, que O glorificam (Gl 5.22,23; 1Pe 1.2). Ele é o nosso mestre divino, que nos guia em toda a verdade (Jo 16.13; 14.26; 1Co 2.10-16) e também nos revela Jesus e nos guia em estreita comunhão e união com Ele (Jo 14.16-18; 16.14). Continuamente, Ele nos comunica o amor de Deus (Rm 5.5) e nos alegra, consola e ajuda (Jo 14.16; 1Ts 1.6).
(c) O Espírito Santo é o agente divino para o serviço do Senhor, revestindo os crentes de poder para realizar a obra do Senhor e dar testemunho dEle. Esta obra do Espírito Santo relaciona-se com o batismo ou com a plenitude do Espírito. Quando somos batizados no Espírito, recebemos poder para testemunhar de Cristo e trabalhar de modo eficaz na igreja e diante do mundo (1.8). Recebemos a mesma unção divina que desceu sobre Cristo (Jo 1.32,33) e sobre os discípulos (2.4; ver 1.5), e que nos capacita a proclamar a Palavra de Deus (1.8; 4.31) e a operar milagres (2.43; 3.2-8; 5.15; 6.8; 10.38). O plano de Deus é que todos os cristãos atuais recebam o batismo no Espírito Santo (2.39). Para realizar o trabalho do Senhor, o Espírito Santo outorga dons espirituais aos fiéis da igreja para edificação e fortalecimento do corpo de Cristo (1Co 1214). Estes dons são uma manifestação do Espírito através dos santos, visando ao bem de todos (1Co 12.7-11).
(d) O Espírito Santo é o agente divino que batiza ou implanta os crentes no corpo único de Cristo, que é sua igreja (1Co 12.13) e que permanece nela (1Co 3.16), edificando-a (Ef 2.22), e nela inspirando a adoração a Deus (Fp 3.3), dirigindo a sua missão (13.2,4), escolhendo seus obreiros (20.28) e concedendo-lhe dons (1Co 12.4-11), escolhendo seus pregadores (2.4; 1Co 2.4), resguardando o evangelho contra os erros (2Tm 1.14) e efetuando a sua retidão (Jo 16.8; 1Co 3.16; 1Pe 1.2)

        AS DIVERSAS OPERAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO
São complementares entre si, e não contraditórias. Ao mesmo tempo, essas atividades do Espírito Santo formam um todo, não havendo plena separação entre elas. Alguém não pode ter
(a) a nova vida total em Cristo,
(b) um santo viver,
(c) o poder para testemunhar do Senhor ou
(d) a comunhão no seu corpo, sem exercitar estas quatro coisas. Por exemplo: uma pessoa não pode conservar o batismo no Espírito Santo se não vive uma vida de retidão, produzida pelo mesmo Espírito, que também quer conduzir esta mesma pessoa no conhecimento das verdades bíblicas e sua obediência às mesmas.



Pr. Delvai Rodrigues